Na demanda do Maio de 68
Viajamos por muitos motivos. Contudo há viagens quem têm um significado especial, procuramos os locais que, por um qualquer motivo, mudaram o rumo da história ou foram o centro do mundo, no meu imaginário o Quartier Latin era o local.
Inicio de uma noite de verão, o meu comboio partirá dentro em breve com destino à estação de Austerlitz em Paris.
Passados nove anos sobre o Maio de 68, as ruas do Quartier Latin já não têm a efervescência daquela época, no entanto calcorrear as ruas do Boulevard Saint-Germain e do Boulevard Saint-Michel criava em mim um certo encanto.
O nome de “Cartier Latin” vem da idade média mercê das universidades com a Sorbonne (em que o ensino era ministrado em latim). é conhecido por ser a região boémia, dos bares, restaurantes, livrarias, teatros, escolas e universidades que dão-lhe uma vida muito própria.
Os cafés Le Flore e Les Deux Magots. A sua fama advém dos intelectuais e artista que o frequentavam como Simone de Beauvoir, Jean-Paul Sartre, Ernest Hemingway, Albert Camus, Pablo Picasso, James Joyce ou Bertold Brecht, são dignos de uma paragem para tomar um café.
São muitas as livrarias que proliferam no Boulevard Saint-Germain e Boulevard Saint-Michel, mas de todas elas a Shakespeare and Company, é digna de uma visita. Não tem o glamour da “nossa” Lello, contudo esta livraria que foi criada por Sylvia Beach em 1919 tornou-se num ponto de encontro para escritores como James Joyce ou Ernest Hemingway.
Noite dentro os sons do Jazz ecoam na Rue de la Huchette, no famoso clube de Jazz Caveau de la Huchette, é uma história de amor entre mim, paris e o jazz. É certo que não vi nem ouvi ao vivo Miles Davis ou Duke Ellington, alguns dos nomes que por lá passaram desde a sua abertura em 1947, mas ouvi os sons que me fizeram despertar para o jazz.
JP

















