Caracterização do viajante
Alexandra, 36 anos, nasci em Sto Ildefonso,no Porto.
Gosto de viajar acompanhada, sou “bicho” de matilha ou de cardume dependendo do estado – sólido ou líquido.
Viajar de mochila e de improviso tem mais emoção, mas tem de ter algum conforto.
A(s) minha(a) viagem(ns) de sonho: o nosso velho continente – de carro; o grande continente africano, a conhecer “África profunda”; um tour pela Índia; e Panamá a fazer os passos que o meu bisavó fez. E porquê? Porque é a viajar que também nos descobrimos.
Acho que não existem viagens que digo que nunca faria!

Sobre aquela viagem
A viagem que mais me marcou, por ser um país tão semelhante e tão diferente a Portugal, foi a Marrocos em junho de 2006 com amigos.
Saí de carro na madrugada seguinte ao feriado de S.João, fiz o nosso país ainda de noite e atravessei o estreito de Gibraltar de barco.
Visitei este país de norte a sul, onde sem nada marcado, vi muitas cores entre mar, montanhas com neve, e desertos. Senti aromas de almíscar e cidreira nas herbanárias em Marrakesh, provei infusões de menta em lojas de bricabraque, e nos souks caminhei entre centenas de candeeiros coloridos e sapatos de couro com trabalhados lindíssimos.

A gastronomia é difícil não gostar; é muito rica, agrada aos paladares variados, sempre temperada com ervas aromáticas seja nas tagines ou num simples prato de cuscuz.
O povo é afável, (apesar de continuarem a pensar que a mulher é um elemento negociável), tem na sua cultura ainda alguma influência portuguesa na arquitetura religiosa e gostam muito do povo lusitano pelos ídolos, principalmente do futebol – assisti aos jogos do Campeonato Mundial de Futebol 2006 e era incrível ver todo um povo a “torcer” pelos portugueses!

Para quem quiser fazer uma aventura por Marrocos, é importante:
– tratar das burocracias necessárias, papeis de seguros, de automóvel, pessoais, etc;
– levar a medicação necessária, principalmente para problemas alimentares;
levar repelentes de insetos e rezar para que não apareçam baratas-tamanho-família;
– saber que se perde (muito) tempo de espera para atravessar o estreito de Gibraltar;
– é constante os polícias muitas vezes pedirem uma “ajuda”;
ter em atenção a roupa que se leva – ser discreta!
– nas cidades imperiais de preferência contratar um guia local;
– se for de carro, levar a bagageira vazia, para poder trazer todas as pechinchas!
Claro que fazia de novo esta viagem, pois ainda ficou tanto por descobrir…
Alexandra













